Ao pensarmos em ciclídeos africanos geralmente o que nos vem à mente são grandes aquários com mais de 300 litros tendo como moradores peixes de tamanho entre 10 e 20 cm. Mas existem algumas espécies do Lago Tanganyika, que podem e devem ser criados em aquários bem menores. São os já consagrados Ciclídeos Conchículas do Lago Tanganyika ou comumente chamados de “Shell Dwellers” tendo como marca registrada o seu intrigante comportamento e por serem moradores de conchas.

As espécies mais conhecidas, que são aquelas que regularmente são vendidas nas principais lojas de aquarismo de nosso país são: Neolamprologus ocellatus e o Neolamprologus multifasciatus. Claro que em outros países é fácil encontrar outras espécies tais como: Neolamprologus brevis, Altolamprologus compressiceps, dentre outros.


N. Ocellatus e N. Multifasciatus
As espécies mais conhecidas são: Neolamprologus ocellatus e o Neolamprologus multifasciatus“
São peixes naturalmente de pequeno porte, porém são guerreiros natos, pois defendem seu território com muita presteza e obstinação. Ainda mais se forem colocados juntos a outras espécies de “shell’s”. Com isso é aconselhável escolher como vizinhos, peixes não muito grandes para que eles não venham tornar-se o petisco da vez.
Tipos de Caracóis
Ao longo do Lago Tanganyika é possível encontrar uma grande variedade de mariscos, mas os caracóis são realmente um dos gêneros mais importante para a continuidade da vida do grande número de conchiculas existentes no lago. Podemos citar algumas espécies encontradas no Grande Lago:
No Brasil é comum a utilização de conchas de moluscos como as Pomacea bridgesii bem como as de Escargot”
No Brasil é comum a utilização de conchas de moluscos como as Pomacea bridgesii bem como as de Escargot. Sendo essas últimas as mais adequadas por não serem tão fechadas e não possuírem um funil longo, funil esse que pode causar a morte do peixe, caso ele fique preso sem a possibilidade de sair. É muito importante entender que não é qualquer concha que poderá servir de casa para nossos amiguinhos. Eles precisam sim de proteção, mas que tenham também total segurança e espaço em seu interior.

Pomacea bridgesii

Escargot
Comportamento, alimentação e reprodução.
Podem ser chamados de “pouca sombra” mas valentes e bem territoriais, mesmo possuindo um tamanho de no máximo 5cm, não se engane pela sua pequena dimensão e que, essa espécie pode ser tão feroz quanto qualquer outro da espécie Lamprologus de médio porte. Por conseguinte, é importante dimensionar corretamente o tamanho do display a ser utilizado para a montagem do aquário. Automaticamente temos uma tendência de que ao criarmos peixes pequenos o aquário poderá ser pequeno também, mas quando estamos falando sobre Ciclídeos Africano um pequeno aquário está em torno de aproximadamente 100-150L.
Só para se ter uma ideia um N. Ocellatus precisa ter no mínimo uns 30 litros para poder delimitar o seu espaço de domínio, imagine então para uma colônia completa! Por essa maneira é muito importante pensar muito bem na hora de escolher que tipo de ciclídeo você escolherá para criar.
Só para se ter uma ideia um N. Ocellatus precisa ter no mínimo uns 30 litros para poder delimitar o seu espaço de domínio”
Então, o melhor a se fazer em relação a estes maravilhosos ciclídeos é começar com um pequeno grupo de quatro ou cinco jovens peixes em um aquário de 100 a 150l, ou que tenha pelo menos uns 80cm de frente, sendo também muito importante uma boa quantidade de conchas e rochas para auxiliar na definição territorial. Isso será essencial para evitar maiores brigas entre eles.
Com o passar do tempo veremos que um deles começará a se destacar, passeando por entre os outros e verificando como que cada um está vivendo, com mais alguns dias é capaz que ele venha demarcar já o seu território. Caso isso venha acontecer tenha quase certeza de que esse é o macho dominante. Caso existam outros machos e o aquário não for grande o suficiente, com certeza a morte chegará mais cedo para eles.
Casal de N. Multifasciatus Alexandre Augusto
Este tipo de abordagem territorial, do macho dominante, pode ser aplicado para a grande maioria das espécies que de conchículas do Tanganyika”
Quando se trata de alimentação dessas espécies geralmente se alimentam de pequenos crustáceos que estão em seu habitat natural. No aquário é importante manter uma alimentação balanceada e específica para Ciclídeos Africanos, um mix de ração a base de proteína e de Spirulina. Pode-se fornecer também alimentos vivos de boa procedência como: artemia e daphnia.
Por Alexandre Augusto
Em breve Parte 2 deste artigo.
As espécies mais conhecidas são: 





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